Quem paga a conta da Reforma da Previdência?

A análise do conteúdo da reforma será aqui empreendida segundo quatro frentes: as perdas de direitos com maior impacto social; as perdas de direitos de caráter generalizado para todos os trabalhadores, públicos e privados; as perdas que serão específicas aos servidores públicos e, finalmente, os impactos gerais sobre o sistema de previdência social no país, no âmbito das receitas e dos gastos.

Uma reflexão a partir do livro “Governos Lula, Dilma e Temer: do espetáculo do crescimento ao inferno da recessão e da estagnação (2003-2018)”

O prof. Fabrício Augusto de Oliveira, um dos fundadores do Grupo de Estudos e Pesquisa em Conjuntura da UFES e autor da seção de Política Econômica do Boletim de Conjuntura, nos brinda com uma magistral contribuição ao entendimento da economia brasileira neste início de século XXI, com a publicação de seu mais novo livro intitulado “Governos Lula, Dilma e Temer: do espetáculo do crescimento ao inferno da recessão e da estagnação (2003-2018)” (Ed. Letra Capital, 2019).

A euforia em torno dos baixos níveis de inflação

Dessa forma, tomada isoladamente, a baixa inflação verificada nos últimos anos parece uma excelente notícia justamente para a população economicamente mais vulnerável. Porém ela é particularmente saudada por aqueles que se refestelam nos mercados financeiros, tendo em vista que a inflação tende a retrair seus rendimentos e a incrementar as incertezas, limitando o horizonte temporal e dificultando os cálculos que orientam suas apostas.

O PIB e o otimismo das expectativas otimistas

Prof. Dr. Vinícius Pereira (Economia/UFES)
“Afora otimismos e expectativas, qualquer aquecimento do nível de atividade econômica, e consequente crescimento do PIB, terá de vir do fortalecimento imediato do mercado interno, de maiores recursos e condições de crédito de longo prazo para a o empresariado brasileiro, ou que aqui opera, da qualificação do jovem, do aumento da produtividade do trabalho, de investimentos vultosos em infraestrutura, tecnologia, educação e saúde, da geração de empregos, da elevação do poder de compra da massa dos trabalhadores. Esperar um novo ciclo de commodities é uma aposta bastante otimista, pois o comportamento da economia mundial aponta em outro sentido. ”